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Reframing Cognitivo: Como Mudar Sua Percepção do TDAH

21 de Fevereiro, 2026Por Roberto S Peixoto
Reframing Cognitivo: Como Mudar Sua Percepção do TDAH
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Reframing Cognitivo: Como Mudar Sua Percepção do TDAH

Uma das maiores descobertas da neurociência moderna é que o TDAH não é um déficit absoluto, mas uma diferença neurológica. Essa mudança de perspectiva — de "déficit" para "diferença" — é conhecida como reframing cognitivo, uma técnica fundamental da Programação Neuro-Linguística (PNL).

Mas o que exatamente é reframing? E como ele pode transformar a forma como você se vê e se relaciona com o TDAH?

O Que é Reframing Cognitivo?

Reframing cognitivo é uma técnica de PNL que consiste em mudar a forma como você interpreta uma situação, sem mudar a situação em si. É como colocar um quadro diferente em volta de uma pintura — a pintura não muda, mas a forma como você a vê muda completamente.

Exemplo clássico:
- Antes do reframing: "Tenho TDAH, portanto sou desorganizado e fracasso em tudo."
- Depois do reframing: "Tenho TDAH, portanto tenho um estilo de processamento diferente que requer estratégias específicas."

A segunda interpretação não nega a realidade (você realmente tem TDAH), mas muda o significado que você atribui a isso.

Como o Reframing Muda a Neurociência

Pesquisas em neuroplasticidade mostram que o significado que atribuímos às coisas afeta nosso cérebro fisicamente. Quando você reinterpreta uma situação:

1. Ativa diferentes circuitos neurais — seu cérebro processa a informação de forma diferente
2. Reduz ativação do sistema de ameaça — quando você para de ver o TDAH como um "problema", seu corpo reduz a resposta de estresse
3. Aumenta resiliência — você se torna mais capaz de lidar com desafios
4. Melhora autoestima — você para de se ver como "quebrado" e começa a se ver como "diferente"

Exemplos Práticos de Reframing no TDAH

Exemplo 1: Impulsividade
- Interpretação negativa: "Sou impulsivo, portanto sou irresponsável e faço más decisões."
- Reframing: "Tenho um processamento rápido que me permite agir rapidamente em situações que exigem decisão rápida. Preciso de estratégias para situações que exigem reflexão."

Exemplo 2: Desorganização
- Interpretação negativa: "Sou desorganizado, portanto sou incompetente."
- Reframing: "Meu cérebro funciona melhor com estruturas externas e visuais. Preciso de sistemas que funcionem com meu estilo cognitivo, não contra ele."

Exemplo 3: Hiperfoco
- Interpretação negativa: "Não consigo manter atenção em nada."
- Reframing: "Tenho a capacidade de hiperfoco — consigo me concentrar intensamente em coisas que me interessam. Preciso aprender a canalizar isso."

Por Que o Reframing Funciona?

O reframing não é "pensamento positivo" vazio. É uma mudança real na forma como seu cérebro processa informações:

1. Reduz vergonha — quando você para de se ver como "quebrado", a vergonha diminui
2. Abre novas possibilidades — uma nova interpretação abre novas estratégias
3. Muda o sistema nervoso — menos estresse, mais resiliência
4. Melhora a autoeficácia — você se vê como capaz de lidar com desafios

Reframing e Neurociência: O Que a Pesquisa Diz

Estudos em neuroplasticidade mostram que o reframing não é apenas psicológico — ele muda o cérebro:

- Pesquisa de Carol Dweck sobre "mindset" mostra que como você interpreta suas habilidades afeta seu desempenho
- Estudos de neuroimagem mostram que reinterpretar uma emoção ativa diferentes áreas do cérebro
- Pesquisa em PNL demonstra que mudar a linguagem que você usa muda como você se sente e age

Em outras palavras: reframing não é fingir que tudo está bem. É mudar genuinamente como seu cérebro processa a informação.

Como Começar a Praticar Reframing

1. Identifique uma interpretação negativa que você tem sobre seu TDAH
2. Questione-a — é absolutamente verdadeira? Há outras formas de interpretar?
3. Crie uma nova interpretação que reconheça a realidade mas mude o significado
4. Repita — o reframing é uma prática, não um evento único
5. Observe as mudanças — como você se sente? Como você age?

Conclusão

O reframing cognitivo é uma das ferramentas mais poderosas da PNL. Não é sobre negar a realidade do TDAH, mas sobre mudar o significado que você atribui a essa realidade. E quando o significado muda, tudo muda — sua autoestima, suas estratégias, seu futuro.

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Palavras-chave:

TDAHReframing CognitivoPNLProgramação Neuro-LinguísticaNeuroplasticidade
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